Por isso, em comunicado à BBC Brasil, o órgão municipal divulgou as principais medidas que serão adotadas antes e durante o evento, para evitar que sejam disseminados os vírus da dengue, da chikungunya e do zika vírus.

Os agentes responsáveis pelas vistorias já fiscalizam os locais das competições. Em abril, este trabalho deve ser intensificado, a fim de disseminar possíveis focos do mosquito. Atualmente, três mil agentes atuam para evitar a proliferação do Aedes.

Contudo, a medida mais importante será tomada em julho, quando faltar um mês para o início dos Jogos, visando garantir que não haja focos existentes, e a fim de evitar que apareçam outros.

"No mês que antecede os Jogos, todos os locais de competição e de grande aglomeração de público e seus arredores serão vistoriados, quando será eliminado qualquer possível reservatório remanescente das obras e tratados os não passíveis de eliminação, para evitar o surgimento de focos do mosquito. Se houver indicação técnica de aspersão de inseticida (fumacê), isso será feito", evidenciou a nota enviada pela prefeitura à BBC .

Além disso, durante a realização do evento serão tomadas outras medidas, como mais agentes colocados à campo, porém sem a possibilidade de dispersão de inseticidas.

"Equipamentos de dimensões maiores e com cronograma de atividades mais extenso podem ter até três agentes fixos. Eles atuarão diariamente na busca, eliminação ou tratamento de depósitos que possam se tornar potenciais focos do mosquito. Durante a Olimpíada, o trabalho dos agentes será constante nessas áreas, não haverá, porém, aspersão de inseticida nas regiões dos equipamentos esportivos, visto que se trata de um produto químico, com uso contraindicado em áreas onde haja grande concentração de pessoas", revela o comunicado.