O Ministério Público Federal (MPF) se reuniu com representantes de instituições de segurança que aturarão durante os Jogos Olímpicos de 2016, na última quinta-feira (22). O objetivo foi coletar informações para a atuação do Grupo de Controle Externo da Atividade Policial no Rio de Janeiro (Gceap), do MPF.

A reunião teve caráter técnico e contou com a presença de autoridades da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Federal. As autoridades apresentaram o planejamento de integração das forças de segurança durante os Jogos Olímpico. O plano foi dividido em três eixos: segurança pública, defesa nacional e inteligência. As ações foram publicadas em uma portaria interministerial.

A próxima fase é a discussão do planejamento tático. A partir daí, cada instituição terá seus planos operacionais que vão compor o planejamento de integração proposto pelo MPF.

Efetivo de 85 mil

O esquema de segurança para os Jogos Olímpicos de 2016 será o maior da história do país, com 85 mil profissionais, sendo 47,5 mil deles vindos da Força Nacional de Segurança. O restante virá do Ministério da Defesa (MD). Entre as ações, está a criação do Centro Integrado de Enfrentamento ao Terrorismo (CIET), segundo o assessor especial para Grandes Eventos do MD, general Luiz Felipe Linhares.

Segundo o secretário Extraordinário de Segurança em Grandes Eventos, do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, a palavra de ordem deste trabalho será a integração entre as forças de segurança em todos os níveis. Ele destacou ainda que o trabalho já começa com os 44 eventos-teste previstos, sendo que 21 deles acontecerão este ano e outros 23 estão previstos para 2016.

A novidade para os Jogos Rio 2016 em relação a outros grandes eventos realizados na cidade desde o Pan de 2007, é o Centro de Inteligência, que é voltado especialmente para ações contra terrorismo. Segundo Rodrigues, a unidade só deverá ser montada no Rio mais perto das Olimpíadas.